E-comm: há negócio nos sites de classificados em Portugal?

ClassificadosE-comm: há pelo menos tráfego Web e interesse nos sites de classificados, segundo o mais recente estudo sobre hábitos de vida digitais dos portugueses e isso pode ser negócio para empresas e profissionais.

Passam por lá com regularidade e vão estando a par das novidades. É assim que os internautas portugueses se relacionam virtualmente com os sites de anúncios classificados, de acordo com o estudo Um Dia das Nossas Vidas na Internet. O trabalho publicado pela Nova Expressão e pela Marktest revela que 84% dos consumidores lusos que navegam na Internet têm por hábito visitar sites de classificados e 3% dos inquiridos assumem mesmo fazê-lo todos os dias.

A Internet é cada vez mais a ferramenta escolhida pelos consumidores portugueses para publicitar a venda de alguns dos seus bens. Carros e casas, mas também outros objetos de menor porte e até animais de estimação: tudo é possível encontrar à venda. E é também um dos primeiros locais a que os portugueses recorrem na hora de procurar produtos que lhes interessem, seja uma oportunidade ou uma “pechincha”.

E há empresas e profissionais liberais que aí já anunciam os seus produtos e serviços, sejam novidades, sejam restos de coleção ou para escoar stocks acumulados. Criam perfis comerciais e profissionais e procuram obter bons ratings e recomendações dos seus clientes, de forma a influenciar (positivamente) os possíveis compradores.

No entanto, consultar a lista de produtos à venda não significa necessariamente concretizar a sua aquisição. E isso deve ser tido em conta na hora de investir tempo e dinheiro nesses sites – muitos deles podem cobrar comissões de venda ou por serviços de valor acrescentado (como publicação de anúncios com fotos, destacados e outros).

Na verdade, apenas 64% dos inquiridos no estudo da Marktest e Nova Expressão assume comprar efetivamente produtos em sitesde classificados. Não é mau, mas apenas 4% dos inquiridos assume fazê-lo todas as semanas.

De acordo com o estudo, o perfil do utilizador de sites de classificados em Portugal é masculino e de idade inferior a 45 anos. São sobretudo os consumidores das classes A e B que têm por hábito efetuar compras através de sites de classificados, sobretudo aqueles que vivem no interior do país. Há também um índice elevado de compras através destes sites por parte de utilizadores das classes mais desfavorecidas, talvez por procurarem produtos em ‘segunda-mão’. Só 16% dos inquiridos no estudo da Marktest e Nova Expressão assume que nunca consulta produtos à venda em sites de classificados.